ÁGATA 4

COMDABRA concentra blitze na fronteira Norte do país

Publicado: 10/05/2012 10:01
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Fonte: Agência Força Aérea

Três horas da tarde de segunda-feira (7/5) em Brasília. Toda a equipe do Centro de Operações de Defesa Aérea (CODA) acompanha atenta no radar as imagens em tempo real de uma interceptação realizada por uma aeronave da Força Aérea Brasileira. O alvo captado pelos radares é um avião desconhecido que não está ligado a nenhum plano de voo, mas segue em direção a Boa Vista, capital de Roraima. Apesar de fazer parte da rotina dos militares do CODA, há uma certa tensão na sala repleta de monitores e de acesso restrito. O silêncio só é quebrado pelo relato do controlador na fonia que chega direto do Centro de Operações Militares (COPM) de Manaus.

Na sala, o Comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) acompanha cada passo da interceptação. Mostrando no monitor a trajetória do avião interceptado e da aeronave militar interceptadora, o Major-Brigadeiro do Ar Macedo Mário de Holanda Coutinho explica que a área observada faz parte da Operação Ágata, que na quarta-edição, monitora a fronteira no extremo norte do país. “Enviamos para a região mais meios como caças e aeronaves radar ”, explica o oficial-general, sem tirar o olho da tela.

É tudo muito rápido e sincronizado. Durante a interceptação, a FAB obtém a matrícula do avião e em menos de um minuto - não é força de expressão- já tem em mãos todas as informações sobre o interceptado. “Agilidade é fundamental aqui”, afirma o Comandante do COMDABRA. Classificada como legal, a aeronave é autorizada a prosseguir na rota até o destino em Boa Vista.

Desde o início do mês, as Forças Armadas atuam em mais de 5 mil quilômetros de fronteira com a Venezuela e Guianas. Aeronaves da FAB patrulham os céus em busca de vôos ilícitos e na localização de pistas clandestinas usadas pelo narcotráfico. “É uma blitz área”, compara o Major-Brigadeiro Holanda.

O papel do COMDABRA não é decisivo apenas para o sucesso de operações como a Ágata 4. Episódios como o descrito acima, mostram uma pequena parte de um trabalho quase anônimo, responsável por proteger o espaço aéreo brasileiro 24 horas. A vigilância é ininterrupta. Os Esquadrões que operam com Super Tucanos A-29, F-5 e F-2000 armados com metralhadoras, canhões e mísseis estão prontos para decolar a qualquer hora do dia ou da noite. O COMDABRA é o responsável pelos acionamentos.

Quando o alerta dispara nas bases de alerta, o que pode acontecer várias vezes em um só dia, o piloto de combate tem três minutos para chegar ao avião, mais três para entrar no cockpit e quatro para decolar. A missão só será informada ao militar quando ele estiver no ar.

Para garantir a soberania do país, pilotos, aviões, radares fixos e móveis da FAB monitoram mais de 16 mil quilômetros de fronteiras secas. “Prontidão”, é a palavra que resume o nosso trabalho, ressalta o Comandante do COMDABRA.