OPERAÇÃO COVID-19

Militares e dependentes da FAB em Parnamirim (RN) mobilizados em corrente do bem

Iniciativa busca apoio voluntário do efetivo da Ala 10 para confecção de máscaras para combate à COVID-19
Publicado: 15/04/2020 12:10
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Fonte: Ala 10, por Tenente Juliana Lopes
Edição: Agência Força Aérea, por Aspirante Letícia Faria - Revisão: Major Monteiro

O apoio de militares da Força Aérea Brasileira (FAB) no combate ao novo Coronavírus ocorre por todo Brasil. Unidades de Parnamirim (RN) se mobilizam na fabricação de máscaras de proteção respiratória para o uso do efetivo, em razão das dificuldades generalizadas para adquirir os produtos em meio à pandemia. Desde os primeiros dias de mobilização, na última segunda-feira (06), o envolvimento tem ampliado para atender, também, outros setores da sociedade.

Após a liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para a utilização de máscaras comuns pela população geral, o Comandante da Ala 10, Brigadeiro do Ar Marcelo Fornasiari Rivero, juntamente com o Chefe do Grupamento de Apoio de Natal (GAP-NT), Coronel Intendente Elésio Martins Ferreira e apoio do Graduado Master da Guarnição de Aeronáutica de Natal (GUARNAE-NT), Suboficial Bruno Eduardo de Araújo Vitor, iniciaram um movimento para produzir, de forma voluntária, as máscaras de proteção respiratória, fabricadas em TNT triplo.

O material foi adquirido com recursos captados junto aos próprios militares e o corte é feito gratuitamente, por meio de uma parceria com uma empresa local. Somente nos primeiros dias de mobilização, cerca de 3.000 kits de máscaras foram produzidos e distribuídos entre os voluntários que possuem máquina de costura em casa. Além disso, uma Unidade Móvel de Capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio Grande do Norte (SENAI-RN) foi montada na Ala 10, fornecendo cursos rápidos de costura para fabricar as máscaras e utilizar a estrutura, que conta com 11 máquinas de costura reta e uma overloque.

"Nós começamos pensando na prevenção do nosso efetivo para a manutenção da capacidade operacional, como forma de atender à sociedade sempre que formos acionados, e percebemos a vontade das pessoas de ajudar em meio a essa crise. A nossa expectativa agora é que possamos fornecer as máscaras para a sociedade também", conta o Comandante da Ala 10.

Corrente do bem na FAB

Cerca de 30 voluntários trabalham em suas casas para prover as máscaras ao efetivo da GUARNAE-NT. Além deles, outras 30 pessoas já realizaram a capacitação do SENAI e estão aptas para produção.  Nessa corrente do bem, a Tenente Gabriella Larissa de Oliveira Pacheco de Sousa, que atua no Grupo Logístico da Ala 10, participou da capacitação e teve sua primeira experiência com costura. "Não sabia costurar, mas estou aqui para ajudar. E mesmo que não seja costurando, acredito que posso ser útil, porque nessas situações quanto mais ajudar, melhor”, opinou a Oficial.

Ana Angélica Macedo da Silva é esposa do Suboficial Eraldo Xavier Araújo, e se voluntariou na ação. “Achei a iniciativa interessante e, como tenho máquina em casa vou conseguir produzir uma boa quantidade de máscaras. É uma forma de ajudar as pessoas", disse.

Para a Sargento Carla Duarte Gomes, do Grupamento de Apoio de Natal (GAP-NT), que é filha de costureira, apoiar na confecção dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é uma possibilidade de contribuir para a manutenção da saúde de sua família, dos amigos e colegas de trabalho. “Como sei costurar, me voluntariei para ajudar nesse momento em que todos estão se solidarizando”, afirmou.

Ao saber do mutirão para produção das máscaras de proteção respiratória, o Soldado Daniel Batista de Araújo, que trabalha no Rancho do GAP-NT, também viu uma oportunidade de ajudar. “Se todo mundo se unir e ajudar, fica mais fácil”, defendeu o militar, que nunca tinha operado uma máquina de costura antes de passar pela oficina do SENAI-RN.

Fotos: Tenente Juliana Lopes e Soldado Daniel Silva / Ala 10