NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


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Escola Preparatória de Cadetes do Ar é destaque no IDEB

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), relativo ao ano de 2019, também a credencia como melhor escola de Minas Gerais entre todas as públicas e particulares

Agência Força Aérea | Publicada em 25/09/2020 11:15

Ministério da Educação (MEC) divulgou, no dia 15 de setembro, os valores finais do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), relativo ao ano de 2019. A Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), sediada em Barbacena (MG), figura novamente entre as escolas com melhor índice do Brasil, classificando-se em segundo lugar. No estado de Minas Gerais, ficou posicionada com o melhor índice dentre todas as escolas públicas.

Para o Diretor de Ensino da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Marcos Vinicius Rezende Mrad, a EPCAR se consolida como uma tradicional Organização de Ensino do Comando da Aeronáutica (COMAER), formando o jovem aluno nos campos militar, profissional, intelectual, moral e ético há mais de 70 anos.

“Esse legado de formação holística, tão presente em nossa Escola, vem se mostrando cada vez mais importante para a consecução dos objetivos estratégicos do ensino da Aeronáutica, cujo foco tem sido o aprimoramento dos processos de ensino-aprendizagem, de forma a contribuir efetivamente para a formação dos futuros líderes da Força Aérea, que deverão estar devidamente capacitados para lidar com os avanços tecnológicos de uma nova realidade que se descortina numa velocidade cada vez maior”, afirma o Oficial-General.

A EPCAR possui hoje cerca de 500 alunos em seu corpo discente, sendo que participaram desta edição todos os integrantes que compunham o terceiro ano do Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR), em 2019. Para o Comandante da EPCAR, Brigadeiro do Ar Paulo Ricardo da Silva Mendes, a abnegação dos profissionais no cumprimento da missão da Escola garante aos jovens a tranquilidade de terem acesso a um dos melhores ensinos do país.

“O sucesso da Escola no IDEB se deve a vários fatores. Destaco o profissionalismo das pessoas que aqui trabalham que, a despeito de eventuais dificuldades, conseguem propiciar uma excelente estrutura de ensino aos alunos, aliada a uma dedicação à missão de ensinar e formar esses jovens”, destacou o Comandante.

Atuação da EPCAR

Criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o índice foi formulado para medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino. O IDEB é calculado a partir de dois componentes: a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo INEP e funciona como um indicador nacional que possibilita o monitoramento da qualidade da educação por meio de dados concretos.

Um dos fatores de diferenciação para que os alunos sempre se destaquem nas mais diversas ocasiões em que são avaliados, como olimpíadas escolares, mensurações do MEC, entre outros, é a dedicação e a motivação em que os eles são submetidos diariamente. Para o Chefe da Divisão de Ensino da EPCAR, Coronel Aviador Mauro Henrique Monsanto da Fonseca e Souza, o resultado do IDEB está alicerçado num conjunto de fatores: alunos, professores, o trabalho sinérgico entre discentes e a equipe de coordenação pedagógica e a estrutura de ensino. “Pode-se destacar, também, os trabalhos extracurriculares, como monitorias supervisionadas e grupos de estudos, que junto a outras estratégias, levam a participação ativa do docente. E o alinhamento da Escola com a Diretoria de Ensino da Aeronáutica (DIRENS) faz com que, mesmo neste momento de pandemia, as adaptações e atualizações necessárias mantenham a qualidade de ensino no ambiente virtual”, explicou o Oficial.

O ensino na EPCAR vai além do Ensino Médio, de acordo com a aluna Diana Borges Costa, que atualmente cursa o último ano do Curso Preparatório. “Vejo que estes destaques acadêmicos podem ser explicados pelos valores enraizados nos alunos, como disciplina, motivação e dedicação. Além disso, o modelo de ensino que adota monitorias é um grande diferencial em nossa formação, facilitando o entendimento e melhorando o desempenho dos alunos”, finalizou.

DEFESATV


Programa Antártico Brasileiro encerra a OPERANTAR XXXVIII


Marcelo Barros | Publicada em 25/09/2020 16:25

No dia 24 de setembro, o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) encerrou a 38ª Operação “Antártica” (OPERANTAR XXXVIII). Uma aeronave C-130 Hércules realizou seis lançamentos de cargas, por paraquedas, para a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Ao todo, entre gêneros alimentícios, sobressalentes, correspondências e materiais de uso pessoal, foram enviados 1.300 quilos de carga.

A fim de evitar que a pandemia do novo coronavírus chegue ao Continente Antártico, militares do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais especializados em Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR) realizaram, no Rio de Janeiro (RJ), a descontaminação dos suprimentos que seguiram para a EACF, e também da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) usada na missão. Todos os itens recebidos na EACF, incluindo as embalagens e os próprios paraquedas usados no lançamento, foram novamente desinfectados pelo Grupo-Base (GB) Ferraz, antes do seu uso e armazenamento.

Além dos cuidados de desinfecção durante as distintas fases de preparo e transporte da carga, os militares da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM) que participaram do voo e a tripulação do C-130, composta por militares do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1°/1° GT), foram submetidos a testes de Swab (RT-PCR) e sorologia, conduzidos pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). As medidas cumprem não apenas as exigências das autoridades sanitárias nacionais e internacionais, mas também garantem que o PROANTAR atenda às diretrizes do Conselho dos Gerentes de Programas Antárticos Nacionais (COMNAP) para evitar que a Covid-19 chegue à região antártica.

Em função das restrições sanitárias vigentes na cidade de Punta Arenas (Chile), usual base de apoio para as atividades do PROANTAR, a cidade do Ushuaia (Argentina) foi usada para o suporte operacional ao 9º Voo de Apoio Logístico à OPERANTAR XXXVIII.

PORTAL AEROFLAP


Esquadrilha de Voo a Vela da AFA participa do Campeonato Brasileiro de Voo em Planadores


André Magalhães | Publicada em 25/09/2020 17:00

Uma equipe de Oficiais e Cadetes Aviadores integrantes da Esquadrilha de Voo a Vela (EVV) da Academia da Força Aérea (AFA) participou, no período de 13 a 19 de setembro, da 62ª edição do Campeonato Brasileiro de Voo em Planadores. A atividade, que aconteceu na cidade de Luiz Eduardo Magalhães (BA), contou com a presença de 26 planadores e mais de 40 pilotos de todo o Brasil. O evento é organizado pela Federação Brasileira de Voo em Planadores (FBVP), entidade responsável por congregar em âmbito nacional o volovelismo, que é o esporte de voo em planadores e motoplanadores.

Ao final da competição a Esquadrilha de Voo a Vela da AFA obteve colocações inéditas: 3º, 7º, 8º, 12º e 14º lugares na Classe Racing. “A participação no Campeonato Brasileiro nos deu a oportunidade de ampliar os conhecimentos aeronáuticos e de meteorologia, aprimorar a pilotagem, além de desenvolver liderança e responsabilidade nos Cadetes. Competir ao lado de grandes nomes da Aviação Civil brasileira e poder trocar experiências, com certeza foi um ganho para a nossa formação. O resultado também se estende ao podermos levar o nome da Força Aérea Brasileira para outro setor da comunidade aeronáutica”, explica o Cadete Aviador Bruno Batista Botelho Laschi, um dos competidores da AFA no evento.

Para participar da competição, a EVV realizou, de 1º a 19 de setembro, missões de treinamento de voos de navegação em planadores, também na cidade de Luís Eduardo Magalhães, localizada no extremo oeste baiano. “Esta missão culminou o esforço de diversas Organizações Militares da FAB que se empenharam para proporcionar uma vivência operacional de elevada qualidade aos Cadetes da Aeronáutica. O voo de navegação em planadores desenvolve nos pilotos a capacidade de tomada de decisões complexas, motivo pelo qual tem sido utilizado por Forças Aéreas de diversos países para expandir as competências dos futuros Oficiais Aviadores”, comenta o Capitão Aviador Daniel Corrêa de Carvalho Lery, Comandante da Esquadrilha da Voo a Vela da AFA.

Para o treinamento e a competição, foram empregadas duas aeronaves rebocadoras G-19A (Ipanema), três planadores TZ-17 (DuoDiscus) e dois TZ-20 (DG1001). Estes planadores biposto proporcionaram uma grande interação entre Cadetes e Oficiais durante todos os voos e, por consequência, aprendizado e ampliação doutrinária.

Nesse período, a EVV voou 417 horas de planador e percorreu 32.272 km com nenhuma ocorrência relacionada à Segurança de Voo. “Isto significa que, em média, nossos pilotos realizaram voos com duração de 4 horas e 30 minutos e percorreram 380 km por dia. Assim, os pilotos foram impulsionados ao extremo no desafio de percorrer, sem motor, grandes distâncias no menor tempo possível. A EVV também fez história ao realizar, em um único dia, três voos com distância superior a 500 km, todos com velocidade média superior a 120 km/h”, finaliza o Capitão Lery.

PORTAL PODER AÉREO


FAB enaltece o primeiro voo do F-39E Gripen no espaço aéreo brasileiro

O voo ocorreu no trajeto entre Navegantes (SC) e Gavião Peixoto (SP), nesta quinta-feira (24)

Da Redação | Publicada em 25/09/2020

A primeira aeronave multimissão F-39E Gripen chegou ao Porto de Navegantes, em Santa Catarina (SC), no domingo, dia 20 de setembro, após ter sido transportada em um navio, de Norrköping, na Suécia.

Na madrugada do dia 22 de setembro, o F-39E Gripen foi conduzido até o aeroporto de Navegantes, local de preparação para o primeiro voo em espaço aéreo brasileiro. O acompanhamento no trajeto foi feito por militares do Grupo de Segurança e Defesa (GSD) de Canoas, Santa Maria e Florianópolis, além do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Santa Catarina. Outros órgãos também participaram da Clique aqui para baixar a imagem originalação: Receita Federal, Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), Prefeitura Municipal de Navegantes, Fundação Municipal de Vigilância e Trânsito (NAVETRAN) e Bombeiros Voluntários de Navegantes.

O coordenador da atividade e Chefe da Subchefia de Avaliação e Doutrina do Comando de Preparo (COMPREP), Brigadeiro do Ar Sérgio Barros de Oliveira, destacou a importância da ajuda dos órgãos envolvidos. “Todos contribuíram para que a missão fosse realizada com sucesso, com total segurança”, disse.

Este F-39E Gripen é uma unidade de testes equipada com instrumentos para a continuidade da campanha de ensaios, que teve início em agosto de 2019, na Suécia. Após a preparação para o voo, realizada no aeroporto de Navegantes, o multimissão, desenvolvido em uma parceria entre Brasil e Suécia, decolou, nesta quinta-feira (24), de Navegantes (SC) para Gavião Peixoto (SP), acompanhado por duas aeronaves F-5M pertencentes ao Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1º/14º GAV) – Esquadrão Pampa. Dois helicópteros da FAB, um H-36 Caracal e um H-60L Black Hawk, foram mantidos de sobreaviso de Busca e Salvamento em Pirassununga (SP) e Florianópolis, respectivamente, para qualquer eventualidade.

O pouso na planta da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), ocorreu às 15h07. A aeronave ficará alocada no Centro de Ensaios em Voo do Gripen (GFTC, do inglês Gripen Flight Test Center), uma estrutura construída para a transferência de tecnologia, suporte e atualizações no ciclo de vida da plataforma na FAB. O objetivo é que o GFTC possa apoiar, nas áreas de engenharia, trabalhos de ensaios e testes, integração e modernizações, além de atuar no desenvolvimento de softwares de evoluções do projeto.

O F-39 Gripen, nos modelos E (monoposto) e F (biposto) será a mais moderna e avançada plataforma multimissão atuando na defesa do espaço aéreo brasileiro. O avião será apresentado à sociedade em Brasília (DF), no dia 23 de outubro, data em que é comemorado o Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira. Neste dia, em 1906, Alberto Santos-Dumont realizou o primeiro voo com o 14-Bis, no Campo de Bagatelle, em Paris.

O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, destacou a importância do compartilhamento de experiências por meio da cooperação entre Brasil e Suécia. “O Gripen aumenta a capacidade operacional da Força Aérea Brasileira e impulsiona uma parceria que fomenta a pesquisa e o desenvolvimento industrial dos dois países”, declarou o Ministro.

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[Com vídeo] Por que o Brasil escolheu o Gripen?

Combinação entre poder aéreo e oportunidades de desenvolvimento alçarão o país a um novo patamar estratégico

Edmundo Ubiratan | Publicada em 25/09/2020 09:00

A escolha do Gripen E permitiu ao Brasil, pela primeira vez em sua história, definir e participar do projeto de um caça supersônico, elevando não apenas a capacidade operacional da FAB como, também, o potencial tecnológico de toda a indústria aeroespacial brasileira.

Além de competente fabricante de aviões comerciais, em breve, o país ganhará respeito no cenário geopolítico do século 21, mesmo permanecendo distante do poderio das grandes potências. Tais fatores, porém, não ficam claros de imediato. Logo após o anúncio da vitória do Gripen NG, muitos questionaram a aquisição de uma versão ainda em desenvolvimento, o que poderia ser um erro estratégico enquanto outros defenderam a decisão justamente pelo fato de o novo caça ainda ser um protótipo, que não é uma situação inédita.

Na década de 1980 o Brasil seguiu um caminho similar ao participar do programa AMX, desenvolvido pela Itália. Na ocasião a Embraer se tornou parceria das fabricantes Alenia e Aermacchi, passando a desenvolver em parceria parte do futuro avião de ataque ítalo-brasileiro. Os ganhos obtidos permitiram a Embraer dar um salto tecnológico, em especial quanto ao domínio dos processos de projeto de uma aeronave de alta performance.

A Saab garante que “o Gripen NG é uma plataforma de baixo risco, acompanhada de um programa já custeado de desenvolvimento contínuo e melhorias garantidas”. Há razões estratégicas por trás dessa afirmação. Diante dos custos proibitivos dos caças atuais, a presença de um parceiro é fundamental para a Suécia se manter competitiva e militarmente independente. Aliás, o pequeno país escandinavo mantém quase completa independência militar, visto considerar estratégico para sua sobrevivência ter a capacidade de se defender de ameaças externas.

Em termo militares, o Gripen E atende perfeitamente às necessidades atuais da FAB e seu plano de renovação de longo prazo. Embora se questione o fato de o modelo ser monomotor, especialistas como o capitão-aviador Gustavo lembram que os antecessores do Gripen, o Mirage III e o Mirage 2000, ambos operados pelo GDA (Grupo de Defesa Aérea), também possuíam apenas um motor. “Sempre voamos com segurança os Mirage. Isso jamais foi um problema. No mais, o F-35, que é a mais nova arma dos norte-americanos, também tem um só motor”, compara o militar.

Em termos táticos, o Gripen E cumprirá a missão atual, que é proteger prioritariamente o espaço aéreo do Distrito Federal, podendo ser deslocado rapidamente para as demais regiões do país.  O modelo deverá ter um raio de ação de até 1.300 km e raio máximo de traslado de 4.000 km. Para quem acha seu alcance insuficiente, oficiais da FAB argumentam que nenhum caça é acionado para cumprir missões tão longas. “Se uma ameaça estiver a 4.000 km de Anápolis, outro esquadrão será ativado. Não existe lógica em enviar alguém para uma área tão distante”, ressalva o capitão Gustavo.

Um dos motivos é o tempo necessário para interceptar um alvo a mais de 1.000 km. Caso o interceptador voe a Mach 2, levaria 30 minutos para alcançá-lo. “Nenhum avião voa nessa velocidade por tanto tempo. Não haveria combustível para completar a missão e, depois, regressar”, acrescenta o aviador da FAB. “Além disso, em meia hora uma força hostil já teria cumprido seus objetivos e atacado os alvos que consideraria importantes”.

Para atender às necessidades de defesa aérea, o Brasil deverá investir em uma frota capaz de atuar nas várias bases aéreas espalhadas pelo território nacional. O plano da FAB, caso consiga adquirir os 120 aviões planejados, será distribuir os aparelhos por diversas bases, diminuindo a vulnerabilidade, padronizando a frota e ampliando significativamente a capacidade de defesa.