NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


PORTAL AEROFLAP


Segunda fase do Exercício BVR é concluída em Anápolis (GO)


Agência Força Aérea | Publicada em 16/09/2020 00:49

A Ala 2 – Base Aérea de Anápolis (GO) sediou, entre os dias 23 de agosto e 5 de setembro, a segunda fase do Exercício Doutrinário que teve como foco principal o treinamento de missões de combate BVR (do inglês, Beyond Visual Range, ou seja, além do alcance visual). 

Participaram dessa fase do treinamento o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Esquadrão Jaguar, o Primeiro Esquadrão do Quarto Grupo de Aviação (1º/4º GAV) – Esquadrão Pacau e o Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1º/14º GAV) – Esquadrão Pampa, Esquadrões Aéreos que operam a aeronave F-5M.

O Exercício contou, ainda, com a participação do Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAV) – Esquadrão Guardião e do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I) por meio do Centro de Operações Militares de Brasília (COpM-1), que realizaram o controle de voo das aeronaves durante os combates aéreos.

O Exercício tem por finalidade promover o intercâmbio operacional entre operadores de F-5M, treinar táticas e técnicas em cenários de combate BVR, além de permitir a integração entre pilotos e controladores da Força Aérea Brasileira (FAB). Todo o apoio logístico à operação das aeronaves envolvidas ficou sob responsabilidade do Grupo Logístico da Ala 2.

Para o Comandante da Ala 2, Coronel Aviador Gustavo Pestana Garcez, o Exercício alcançou todos os objetivos propostos. 

“O treinamento nesse cenário e a troca de experiências nesse tipo de missão são extremamente importantes para a manutenção do adestramento proposto pelo Comando de Preparo (COMPREP). O Exercício atingiu todos os objetivos propostos de maneira segura”, declarou. 

“Ao concluir com sucesso mais uma fase do Exercício Doutrinário de combate BVR, temos a certeza que nossos pilotos de F-5M e controladores de voo estão mais bem capacitados e treinados para atuarem em prol da garantia da soberania do espaço aéreo brasileiro”, destacou o Comandante do 1º GDA, Tenente-Coronel Aviador Leandro Vinicius Coelho.

IAOp inicia Avaliação Operacional do Envelope Infravermelho do A-29


Agência Força Aérea | Publicada em 16/09/2020 00:49

O Instituto de Aplicações Operacionais (IAOp), Organização Militar subordinada ao Comando de Preparo (COMPREP) e sediada no campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), realiza, no período de 14 de setembro a 2 de outubro, a Avaliação Operacional (AVAOP) do Envelope Infravermelho (IR) da aeronave A-29 Super Tucano. 

Uma AVAOP é um processo que alia o conhecimento técnico ao conhecimento científico, por meio do qual se desenvolvem as técnicas que serão utilizadas por forças combatentes. Trata-se de uma das principais atividades do IAOp, que também desenvolve táticas e soluções operacionais para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Nesta avaliação, o objetivo é mensurar as emissões de calor da aeronave, que ocorrem no espectro infravermelho, para que no futuro seja possível calcular qual a probabilidade dela ser detectada por armamentos guiados por este tipo de radiação.

Este cálculo, realizado pelo MAISA, algoritmo desenvolvido pelo Instituto, permitirá desenvolver táticas de navegação que aumentem a probabilidade de sobrevivência dos pilotos em cenários onde haja a presença deste tipo de armamento.

“Esta avaliação, em conjunto com medições feitas nos anos anteriores, coloca-nos um passo mais próximo do objetivo de mapear o envelope infravermelho de toda a frota da FAB, fundamental para estimar sua probabilidade de sobrevivência em ambiente hostil e para desenvolver técnicas e táticas que se contraponham às possíveis ameaças”, informou o Gerente da AVAOP, Tenente-Coronel Aviador Daniel Ferreira Manso.

Voos

No intuito de cumprir com o objetivo operacional, ocorrerão voos de segunda a sexta-feira, por três semanas, com duração entre uma e três horas.

Os voos serão basicamente passagens sobre a pista de pouso que compreenderá testes diurnos, com decolagens no período da tarde (às 14 horas), e noturnos.

Espera-se que as operações diárias se encerrem antes das 22 horas. Caso as condições meteorológicas estejam desfavoráveis, poderão ocorrer voos nos sábados e domingos.

Envolvimentos

Apesar de ser uma atividade do IAOp, há também o envolvimento de militares do Terceiro Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação (3º/3º GAV) – Esquadrão Flecha, Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de São José dos Campos (DTCEA-SJ) e supervisão da ALA 5 – Base Aérea de Campo Grande e do Comando de Preparo (COMPREP).

Esta é a segunda Avaliação Operacional conduzida pelo IAOp este ano. Anteriormente, o IAOp avaliou, junto com o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10 GAV), o sistema de lançamento de cargas da aeronave SC-105 Amazonas e, no futuro, conduzirá a avaliação do IGLA-S, sistema portátil de lançamento de mísseis terra-ar guiados por infravermelho, os quais equipam as unidades de artilharia antiaérea da FAB e do Exército Brasileiro (EB), aferindo sua respectiva capacidade de detectar e engajar alvos.

DEFESA AÉREA & NAVAL


Gripen E: Grandes colaborações se tornam ótimas aeronaves


Guilherme Wiltgen | Publicada em 15/09/2020 12:33

O primeiro Gripen E sueco (6002) voa lado a lado do primeiro Gripen brasileiro (6001), é muito mais do que uma bela imagem, é a concretização de uma grande colaboração entre o Brasil e a Suécia e as suas forças aéreas e indústrias.

O Comandante da Força Aérea Sueca, Major General Carl-Johan Edström, dá sua visão da colaboração e da importância de um caça que não apenas vence os oponentes de hoje, mas também permanecerá operacional por décadas. “Estou muito orgulhoso de ser o Comandante da Força Aérea Sueca, um país que fabrica seus próprios caças. Não é apenas algo notável entre as nações, mas também significa que posso dizer, com segurança, que já somos superiores taticamente com o sistema que temos hoje, o Gripen C/D. Quero garantir que estaremos na mesma situação daqui a 10 ou 15 anos, que meus sucessores também possam dizer, com a mesma confiança, que são taticamente superiores em qualquer situação e época. Seremos assim com o Gripen E, mas não podemos fazer isso sozinhos. É aí que entra a colaboração. Queríamos um parceiro e temos isso no Brasil. Essas belas fotos mostram exatamente isso. O Brasil é o parceiro perfeito. Não só isso, eles têm o conhecimento operacional e uma indústria de aviação experiente. Eles também fazem parte do desenvolvimento do Gripen. Eles são um parceiro que, assim como nós, tem visão e comprometimento de longo prazo e eles querem desenvolver sua capacidade pelos próximos 20 anos ou mais. Estou muito otimista quanto ao futuro”, concluiu o Comandante da Força Aérea Sueca.

Quando se trata do futuro, a que o Comandante da SwAFw se refere, pode-se dizer que ele está chegando. O programa Gripen E/F continua apresentando um progresso muito bom, enquanto atinge sua velocidade máxima no departamento de testes de voo da Saab. Atualmente são sete Gripen E voando, e logo mais aeronaves se juntarão a estas. A parte crítica do programa de voo está praticamente concluída e a Saab agora está se concentrando nas questões táticas, ou seja, integração e testes de armas e sensores, entre outros.

A verificação e validação conjunta da primeira aeronave de produção em série para a suécia começou em 2019. As entregas de produção em série continuarão este ano. A primeira aeronave para o Brasil já foi entregue, tendo iniciado seus testes de voo em Linköping e ainda este ano continuará com operações no Brasil.

O Brasil não é o único novo local de teste em que a Saab está expandindo suas operações este ano, a base aérea de Malmen, em Linköping, também receberá uma aeronave Gripen E, como parte da estratégia de testes conjuntos com a Administração Sueca de Material de Defesa (FMV – Försvarets Materielverk) e as Forças Armadas da Suécia. Desse modo, a Saab começa a apresentar o Gripen E ao seu cliente sueco.

Paralelamente a essas operações de testes de voo, outras atividades relacionadas a produção do Gripen E, estão em alta velocidade, incluindo montagem estrutural, instalação e montagem final. Este trabalho emprega cerca de 1.200 funcionários na Saab Aeronautics. A taxa estável de produção de 24 aeronaves por ano será alcançada em 2020.

O programa brasileiro Gripen está impulsionando o desenvolvimento da indústria de defesa nacional no Brasil. Eles estão envolvidos no desenvolvimento de estruturas, sistemas, aviônicos, produção, testes de voo e treinamento para apoiar, manter e modernizar a frota de Gripen nas próximas décadas. Algumas dessas empresas foram incluídas na cadeia de suprimentos global da Saab para o Gripen E/F. Todo esse processo gerou um dos maiores programas de transferência de tecnologia já realizado para a Força Aérea Brasileira, e o maior já realizado pela Saab para outro país.

O Brasil, e sua indústria de defesa, tem grande participação no desenvolvimento do Gripen F. Ao todo, 400 engenheiros estão trabalhando no desenvolvimento do Gripen F (a versão biplace), a maioria está no Gripen Design Development Network (GDDN), localizado na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, São Paulo. Na mesma planta, o Gripen Flight Test Center começará a operar ainda este ano e a primeira aeronave deve deixar a linha de produção da Embraer em 2023.

PORTAL PODER AÉREO


Colaboração Real: Brasil e Suécia unidos para o desenvolvimento do Gripen


Da Redação | Publicada em 15/09/2020 13:57

Mais do que uma bela imagem, a visão do primeiro Gripen E brasileiro voando ao lado do Gripen E sueco é a representação plena da grande colaboração entre Brasil e Suécia. Com o Programa Gripen, as forças aéreas e a indústria de Defesa destes dois países formaram uma aliança em busca da superioridade tática em qualquer situação e época. Atualmente, há sete Gripen E no ar e, em breve, outros se juntarão a eles.

Isso porque o programa agora se concentra na integração e teste de armamentos e sensores, entre outros componentes da aeronave. A verificação e validação conjunta da sua produção em série começou em 2019, sendo que no fim de setembro o primeiro Gripen chegará ao Brasil para continuar as operações de ensaios em voo em solo brasileiro.

O Brasil e sua indústria de Defesa têm grande participação no desenvolvimento do Gripen F. Ao todo, 400 engenheiros estão trabalhando no desenvolvimento do caça biposto, a maioria deles concentrada no Centro de Projetos e Desenvolvimento de Gripen (GDDN, do inglês Gripen Design and Development Network) na planta da Embraer em Gavião Peixoto, São Paulo. No mesmo local, o Gripen Flight Test Center começará a operar ainda este ano e a primeira aeronave deve deixar a linha de produção da Embraer em 2023.

Entre outras coisas, a indústria brasileira está envolvida no desenvolvimento e produção de aeroestruturas, desenvolvimento de sistemas e aviônicos, na montagem final da aeronave, nos ensaios em voo e na manutenção do Gripen nas próximas décadas. Inclusive, algumas das empresas brasileiras foram incluídas na cadeia de suprimentos global da Saab para o Gripen E/F.

Todo esse processo gerou um dos maiores programas de transferência de tecnologia já realizados para a Força Aérea Brasileira, bem como pela Saab para outro país. “Encontramos no Brasil o parceiro perfeito. Eles não só têm o conhecimento operacional e uma indústria de aviação experiente, como também têm visão e compromisso de longo prazo, assim como nós”, afirma Major-General Carl-Johan Edström, da Força Aérea da Suécia.

PORTAL DEFESANET


Mais de 750 focos de incêndio são combatidos em um dia


Ministério Da Defesa | Publicada em 15/09/2020 06:30

O Comando Conjunto Oeste (CCjO), por meio da Operação Verde Brasil 2, combateu 753 focos de incêndio em Mato Grosso, nesse domingo (13). No mesmo dia, o Comando Conjunto Amazônia (CCjA) combateu nove focos de incêndio em municípios de Rondônia e do Amazonas. Enquanto isso, o Comando Conjunto Norte (CCjN) combateu oito focos de incêndio em localidades dos estados do Pará e de Tocantins.

Desde quarta-feira (9), uma aeronave C-130 Hércules, da Força Aérea Brasileira (FAB), soma esforços no combate a incêndios florestais que atingem a região da Serra dos Carajás, sudeste do Pará. A aeronave utiliza o sistema de combate a incêndio MAFFS (do inglês, Modular Airborne Fire Fighting System) e tem capacidade para transportar 12 mil litros de água. O equipamento conta com dois tubos que projetam água pela porta traseira do avião, a uma altura aproximada de 150 pés, cerca de 46 metros.

Por meio do 9º Distrito Naval, o Comando Conjunto Amazônia continua com inspeções e patrulhas navais em diversos rios, abrangendo várias localidades dos estados do Amazonas, de Roraima e de Rondônia. Militares, em apoio a agentes, inspecionaram e vistoriaram 92 embarcações, 85 veículos e duas aeronaves nesse domingo. Foram aplicadas, ainda, pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental e pela Polícia Ambiental de Rondônia, nos municípios de São Miguel do Guaporé, São Francisco do Guaporé e Costa Marques, 19 multas, totalizando R$ 18.105.000,00.

Já o Comando Conjunto Norte, empregando meios do 4º Distrito Naval, continua atuando nas ações de inspeção naval, em diversos rios nos estados do Amapá, Tocantins e Pará. No domingo, foi contabilizada a inspeção de 81 embarcações.

Paralelamente, o Comando Conjunto Oeste faz patrulhamento terrestre com estabelecimento de postos de bloqueio e controle de estradas, além de combate a focos de incêndio (PBCE) e de reconhecimento aéreo, entre outras ações, em Mato Grosso. No domingo, foram inspecionadas 16 viaturas.

Resultados

Desde a deflagração da Operação Verde Brasil 2, em 11 de maio, militares e agentes de órgãos parceiros realizaram 32,9 mil inspeções navais e terrestres, vistorias e revistas em embarcações, das quais 878 foram apreendidas. Nos postos de bloqueio e controle de estradas, foram retidos 329 veículos por irregularidades. Volume superior a 29,4 mil metros cúbicos de madeira ilegal também foi confiscado, bem como apreendidas 970 máquinas de serraria móvel, tratores, maquinário de mineração, balsas, dragas e acessórios. Até o momento, R$1.388.368.809,64 bilhão foi aplicado em multas e termos de infração.

Operação Verde Brasil 2

A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pelo Ministério da Defesa. Está no escopo do Conselho Nacional da Amazônia (CNA), conselho regulado pela Vice-Presidência da República em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A missão deflagrada pelo Governo Federal, em 11 de maio de 2020, visa ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal. A determinação presidencial para emprego das Forças Armadas em Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi publicada no Diário Oficial da União por meio do Decreto n° 10.341, de 6 de maio de 2020. Em 9 de julho, a GLO foi renovada até 6 de novembro, por meio do decreto presidencial 10.421.

Para cumprir a determinação presidencial, o Ministério da Defesa ativou três Comandos Conjuntos. São eles: Comando Conjunto Norte (CCjN), Comando Conjunto Amazônia (CCjA) e Comando Conjunto Oeste (CCjO). O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), da FAB, dá suporte às ações aéreas, em caráter permanente. Assim como na Operação Verde Brasil ocorrida em 2019, o Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa coordena as atividades a partir da capital federal. Ainda participam da missão integrantes da Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Novos alunos do Curso de Formação de Sargentos chegam à EEAR

Ao todo, 252 homens e mulheres serão matriculados no CFS e, juntos, integrarão o Esquadrão Branco

Agência Força Aérea | Publicada em 15/09/2020 10:20

A emoção deu o tom da chegada dos novos alunos do Curso de Formação de Sargentos (CFS) da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá (SP), no dia 30 de agosto. Ao todo, 252 homens e mulheres entraram pelos portões do “Berço dos Especialistas”, originários dos quatro cantos do País, e, juntos, integrarão o Esquadrão Branco.

Em virtude das medidas protetivas para o enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do novo Coronavírus, a EEAR desenvolveu uma estrutura voltada para a recepção dos alunos, empregando todos os cuidados necessários, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, do Ministério da Defesa e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, incluindo a realização de testagem para a COVID-19.

“Ao olhar para cada um desses jovens, esperançosos e confiantes com a carreira que se inicia, sinto-me como há 35 anos, quando ingressei na Força Aérea Brasileira (FAB) pelos portões desta Escola”, destacou o Comandante da EEAR, Brigadeiro do Ar Antonio Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues.

O Código de Honra do Aluno Especialista, “Disciplina, Amor e Coragem”, será o lema que norteará, de agora em diante, o caminho dos futuros Sargentos da FAB. “É a realização de um sonho. Foram três anos estudando, dedicando-me ao máximo, abrindo mão de finais de semana e agora estou aqui. Para mim, é um sonho e estou me sentindo realizada”, comentou emocionada a Aluna Larissa da Silva Souza, natural de Nova Iguaçu (RJ).

“Não tenho palavras para descrever a gratidão que tenho a Deus e a todos que estiveram ao meu lado, durante essa caminhada. Eu não tenho como explicar a sensação que sinto ao estar aqui”, destacou o Aluno Guilherme Patrík Monteiro Lima, natural de Guaratinguetá (SP), que já serviu à FAB como Soldado Especializado em Administração. 

Este é o primeiro passo para a conquista que se concretizará quando estes mesmos jovens desfilarem entoando a “Marcha da Despedida” e cruzarem novamente os portões da EEAR, já como Terceiros-Sargentos, prontos para servirem à Força Aérea Brasileira em todo o território nacional.

Aprimoramento da Reestruturação apresenta primeiros resultados no Rio e em Recife

Comando Aéreo Leste e Comando Aéreo Nordeste foram os primeiros a serem reativados

Agência Força Aérea | Publicada em 15/09/2020 00:09

A necessidade de resgatar a referência e a representatividade do Comando da Aeronáutica (COMAER) no nível regional, além da separação efetiva das atividades operacionais e administrativas das Organizações da FAB são as premissas do processo de Aprimoramento da Reestruturação do Comando da Aeronáutica (DCA 19-5/2020). Dentre as ações previstas, está a remodelagem dos Comandos Aéreos Regionais (COMAR) e as Bases Aéreas com novas estruturas organizacionais, não implicando aumento de despesas e nem a criação de novos órgãos.

Os primeiros a passarem pelas mudanças foram o Comando Aéreo Leste (III COMAR), no Rio de Janeiro (RJ), e o Comando Aéreo Nordeste (II COMAR), em Recife (PE), reativados em julho desse ano. Nos Projetos Pilotos, estão sendo aplicadas mudanças nos âmbitos administrativo e institucional. Na prática, os Comandos Aéreos e as Bases Aéreas absorvem as atribuições administrativas das Guarnições de Aeronáutica e das Organizações Militares (OM) Operacionais (Alas) e exercem a supervisão da gestão das OM do COMAER que lhes são subordinadas. Já os Grupamentos de Apoio (GAP) migram suas estruturas regimentais para as Bases Aéreas.

III COMAR

No Comando Aéreo Leste, foram inicialmente empreendidas ações correlatas à atuação e à representação do COMAER junto às autoridades municipais, estaduais e federais da área de jurisdição do III COMAR – Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo – de forma progressiva, respeitando-se as medidas de enfrentamento à COVID-19. Assim, visitas e reuniões com as autoridades governamentais, órgãos de justiça, instituições militares das Forças Armadas e Auxiliares foram implementadas para estreitar o relacionamento institucional.

Concomitantemente, realizou-se o alinhamento dos conceitos junto às Organizações Militares de apoio (subordinadas) e apoiadas (jurisdicionadas), que perfazem um total de cerca de 75 Unidades, para o estabelecimento da separação projetada das atividades operacionais e administrativas.

Em paralelo, as tarefas internas relativas à capacitação e à elaboração de normas atinentes a procedimentos de gestão e de governança foram executadas, como a implementação de comissões, a confecção do Programa de Trabalho Anual e do Regimento Interno, já publicados, o que permitiram o direcionamento das ações administrativas organizacionais em uso pelo efetivo e pelas OM subordinadas, e que já refletiu, por exemplo, na organização do apoio administrativo ao Exercício Técnico Içamento na Água, com a adjudicação da Base Aérea de Santos (BAST) para colaborar com o preparo dos meios operacionais da FAB.

O Comandante do III COMAR, Major-Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros, explica que essas ações iniciais têm apontado para um fluxo contínuo de melhorias no processo administrativo interno e nas relações institucionais do Comando Aéreo Leste. “Mostra-se, assim, uma ação robusta e representativa da Força Aérea Brasileira, conforme estabelece a Diretriz para o Aprimoramento da Reestruturação do Comando da Aeronáutica”, completa.

II COMAR

No II COMAR, as primeiras providências foram tomadas no intuito de preparar e adequar as instalações e o efetivo para a implantação do Comando Aéreo, da Base Aérea de Recife (BARF) e para a desativação do Grupamento de Apoio de Recife (GAP-RF). Para tanto, foi necessário mapear os processos organizacionais e estabelecer uma nova estrutura organizacional com foco na supervisão. As mudanças estruturais foram executadas, devendo, a partir de então, consolidar os processos internos e estabelecer a sistemática de atuação de cada Organização Militar, em função da sua especificidade.

O Comandante do II COMAR, Brigadeiro do Ar Cesar Faria Guimarães, avalia que a reativação daquele Comando Aéreo trouxe a oportunidade de buscar uma interação maior com as Forças Singulares, além da aproximação com os órgãos de interesse, privados ou públicos, nas esferas federal, estadual e municipal na Região Nordeste. “Foi possível, ainda, notar o reconhecimento da sociedade acerca da importância da representatividade da Aeronáutica no Nordeste Brasileiro”, completa.

De acordo com o Brigadeiro Cesar, o foco atual é reestabelecer a referência e a representatividade do Comando da Aeronáutica no Nordeste Brasileiro. “Para isso, implementamos a supervisão e o acompanhamento das metas estabelecidas, baseada em indicadores, com o intuito de aprimorar o suporte às atividades finalísticas de cada OM subordinada, bem como tornar o apoio administrativo mais eficiente e eficaz”, conclui.

O processo

O Aprimoramento da Reestruturação do Comando da Aeronáutica tem como base um estudo realizado pelo Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) que visa ao aprimoramento do processo de Reestruturação pelo qual a Força Aérea Brasileira passou entre os anos de 2016 e 2018. Foram mantidos os principais objetivos da Reestruturação então estabelecida de garantir a perenidade e evolução da FAB, em um processo de melhoria contínua; e aumentar a efetividade dos recursos empregados.

A DCA 19-5/2020 mantém as premissas originais: economicidade; concentração de atividades afins; definição de processos; padronização de trabalhos; e foco na atividade fim da Força (Preparo e Emprego).