NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


DEFESA AÉREA & NAVAL


MD destaca o potencial da indústria de defesa durante a 7ª Mostra BID Brasil


Md | Publicada em 07/12/2022 10:13

Na manhã desta terça-feira (6), o Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, presidiu a solenidade de abertura da 7ª Mostra BID Brasil. O evento, um dos mais relevantes do segmento de Defesa e Segurança, ocorre em Brasília (DF), entre os dias 6 e 8 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) e a busca por autonomia tecnológica contribui para a soberania do País, além de projetar o Brasil no cenário internacional.

Na abertura, também participaram o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Cesar Alvim; o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos; o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior; o Secretário-Geral do Ministério da Defesa (MD), Sérgio José Pereira; o Secretário de Produtos de Defesa, General de Divisão R/1 Luis Antônio Duizit Brito; e o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Roberto Alves Gallo Filho.

No discurso, o titular da Pasta destacou o progresso e a importância da BID. “A Indústria de Defesa no Brasil vem evoluindo a passos largos e se destacando, com expressivos resultados e com elevado potencial de crescimento. Nossos produtos de defesa alcançam qualidade internacional, sendo reconhecidos pela eficiência, custo acessível e tecnologia agregada”, disse o Ministro. A BID representa 4,78% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e é responsável pela geração de 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos.

Após a cerimônia de abertura, o Ministro Paulo Sérgio percorreu os pavilhões da feira e visitou os estandes do Ministério da Defesa, das Forças Armadas e de entidades, entre eles o da Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), a mais antiga empresa brasileira de produtos estratégicos, cuja origem foi em 1808, no Rio de Janeiro. Atualmente, 132 empresas da BID são credenciadas como Empresas Estratégicas de Defesa (EED) e 29 como Empresas de Defesa (ED). Em relação aos produtos, 1.128 são classificados como Produtos Estratégicos de Defesa (PED) e 103 como Produtos de Defesa (PRODE).

Ao longo da semana, as principais empresas nacionais do setor apresentam tecnologias, produtos e sistemas para uso exclusivo em mar, terra e ar. A Mostra BID conta com 90 estandes. Entre as tecnologias apresentadas pelas Forças Armadas, têm destaque o Programa Fragatas “Classe Tamandaré”, da Marinha; a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Médio sobre Rodas Guarani, do Exército; e a aeronave de caça F-39 Gripen, da Força Aérea. A Mostra, realizada pela ABIMDE, é destinada a adidos militares, embaixadores e autoridades governamentais de vários países, além de representantes de empresas e instituições, nacionais e internacionais, com foco nos mercados de defesa e segurança.

PORTAL AEROIN


Instrutores americanos ministram o primeiro curso OT


Agência Força Aérea | Publicada em 07/12/2022 18:07

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) informa que realizou, no mês de novembro, o primeiro curso denominado Operational Test & Evaluation (OT&E) da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea de Anápolis (BAAN). O objetivo do curso é formar as equipes operacionais e logísticas responsáveis pela realização da Avaliação Operacional Contratual (AVOP) do Gripen no Brasil e possibilitar o aprimoramento da doutrina de Avaliação Operacional no âmbito da FAB. O curso foi divido entre duas fases, com aula teórica de 7 a 11 de novembro e aula prática de 14 a 25, tendo sido ministrado por instrutores americanos com vasta experiência em OT&E, fundadores do primeiro curso na National Test Pilot School.

Foram capacitados 12 militares brasileiros da área operacional e logística de forma prática por 21 dias. Além disso, a parte teórica do curso foi disponibilizada para 25 militares do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Comando de Preparo (COMPREP), Comando-Geral de Apoio (COMGAP), Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e DCTA, com o propósito de elevar o conhecimento atual sobre o processo de Avaliação Operacional e promover o aperfeiçoamento dessa doutrina.

“Tudo isso está sendo muito importante para aprendermos uma metodologia que nos habilitará a fazer essa avaliação com muita propriedade e eficiência. Estamos nos preparando para aplicar esses conhecimentos já no recebimento do F-39 Gripen para, dessa forma, garantirmos para a FAB e para a sociedade brasileira que teremos um produto adequado à realidade e às necessidades de defesa do nosso país. Tudo muito empolgante e que nos deixa com excelentes expectativas pelo que está por vir”, destacou o Gerente Operacional do Gripen, Tenente-Coronel Aviador Felipe Bombarda Guedes.

O DCTA descreve que percebeu que existia uma lacuna de capacitação para o pessoal do COMPREP e COMGAP, responsáveis respectivamente pela validação operacional e logística na AVOP do Gripen. Desta forma, com o apoio do EMAER, coordenou a contratação da empresa estadunidense VECTOR LLC para ministrar o primeiro curso OT&E no Brasil. “Para mim foi uma grande satisfação fazer parte desta coordenação, pois esse conhecimento permitirá que o Gripen e qualquer outro novo produto adquirido pela FAB seja validado operacional e logisticamente antes de começar a ser efetivamente utilizado”, concluiu a Coordenadora e Fiscal do Contrato do Operational Test & Evaluation, Tenente-Coronel Engenheira Thais Franchi Cruz.

Para o Coronel Aviador George Luiz Guedes de Oliveira, um dos colaboradores deste projeto, “assim, espera-se realizar testes e avaliações com uma maior integração, proatividade e sinergia entre as equipes técnicas, operacionais e logísticas. A ideia é plantar uma semente que possa germinar no sentido do desenvolvimento operacional da FAB. Se não conhecermos os nossos sistemas na integralidade antes dos conflitos, seremos forçados a aprender depois deles, o que é crítico”, finaliza.

PORTAL AEROFLAP


Foguete sul-coreano será lançado do Brasil com carga útil 100% nacional


Agência Força Aérea | Publicada em 07/12/2022 14:00

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e a empresa sul-coreana INNOSPACE assinaram, no início de 2022, um acordo de parceria visando realizar o lançamento do foguete HANBIT-TLV e o ensaio em voo da carga útil SISNAV, operação que demonstra a capacidade nacional em desenvolver tecnologias espaciais e lançar foguetes, endossando o compromisso do Brasil com a manutenção da soberania do espaço aéreo.

O HANBIT-TLV é um lançador de satélites que mede 16,5 metros e pesa 8,4 toneladas. O foguete, desenvolvido pela empresa INNOSPACE, utiliza um sistema patenteado de alimentação por bomba elétrica, além de tecnologia híbrida, ou seja, com propulsores à base de oxigênio líquido e uma mistura de parafinas, o que proporciona composição química estável, fabricação mais rápida e de menor custo.

“A INNOSPACE está muito orgulhosa de todo o trabalho realizado até aqui, pois foram muitos meses de estudo, planejamento e preparo das equipes. Essa Operação será marcada pela sinergia, esforço e pioneirismo. Entraremos para a história do Programa Espacial”, comentou o Diretor de Negócios da INNOSPACE do Brasil, Élcio Jeronimo de Oliveira.

O veículo é equipado com a carga útil denominada Sistema de Navegação Inercial (SISNAV), desenvolvida pelos militares e profissionais civis do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o qual faz parte do DCTA. O SISNAV é um experimento tecnológico brasileiro essencial para a navegação autônoma de foguetes, que permitirá ao Brasil um grande passo em direção à independência no desenvolvimento de veículos para lançamentos de satélites de todos os tipos. O Projeto SISNAV está inserido dentro do Sistema de Navegação e Controle (SISNAC), previsto para o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) da FAB, focado em órbitas baixas no chamado New Space.

Antigamente, os satélites eram maiores e, ao serem lançados, ficavam em órbitas altas durante longos períodos. A chegada do New Space revolucionou o mercado espacial. Trata-se de um conceito que prioriza o lançamento de satélites menores e mais leves, planejados para orbitarem por períodos mais curtos em órbitas mais baixas, o que diminui a necessidade de grandes áreas e ainda permite o uso de foguetes menores para realizar a operação. Neste sentido, o CLA emerge com um grande potencial, tendo sua agenda à disposição das empresas do mundo todo.  

Outra vantagem do New Space é a participação de pequenas empresas de inovação, sendo muitas startups, potencializando o desenvolvimento de pesquisas espaciais devido à constante atualização das tecnologias envolvidas e o seu baixo custo.

“A Operação Astrolábio é o resultado de uma integração inédita extremamente relevante para o nosso país e para o mundo. Por meio dessa parceria, fortaleceremos e capacitaremos a indústria nacional em tecnologias aeroespaciais e de defesa com valor agregado e de alto nível”, explicou o Diretor do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar, Maurício Augusto Silveira de Medeiros.

No que se refere à segurança da Operação, o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Fernando Benitez Leal, reforça que a trajetória do veículo não passará por áreas habitadas e os pontos de impacto do propulsor e da carga útil, que caem no Oceano Atlântico, ocorrerão a mais de 50 km da costa, não oferecendo perigo à população ou prejuízos ambientais.

“A área de impacto é interditada para navegação por meio de aviso aos navegantes e notificações para as aeronaves, evitando assim o sobrevoo. Além disso, a FAB também presta suporte com aeronaves de patrulha, desenvolvendo um trabalho de esclarecimento da área de impacto para certificar que não exista nenhuma embarcação em risco. A Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira, por meio do CLA, também orientam os pescadores das vilas próximas, bem como os navios que transitam no porto, sobre a existência da operação. Toda e qualquer atividade relacionada ao lançamento (manuseio do lançador, preparação, montagem e testes do veículo, bem como seu lançamento) é executada de acordo com normas internacionais de segurança, como descrito no Manual de Segurança Operacional do Centro e com planos de emergência associados”, pontuou o Diretor do CLA.

Além do IAE, outros institutos do DCTA também foram envolvidos na missão, como o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), responsável pela análise da conformidade do veículo às regras de operação definidas pelo Regulamento Espacial Brasileiro, além da conferência de todos os elementos críticos do projeto, de modo a garantir a segurança operacional em solo e segurança de voo (trajetória e dispersão do ponto de impacto) sem a ocorrência de danos.

“Estamos diante de uma oportunidade ímpar, pois essa missão promove o desenvolvimento técnico e operacional das equipes envolvidas no que tange à tecnologia de propulsão híbrida, avaliação do desempenho em voo do SISNAV e sistemas de rastreio, transmissão e recebimento de dados. Dessa forma, fortalecemos o Programa Espacial Brasileiro, mostrando ao mundo a capacidade do Brasil de desenvolver tecnologias aeroespaciais, valorizando a indústria nacional”, concluiu o Coordenador Geral da Operação, Coronel Aviador Rodrigo José Fontes de Almeida.